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POESIA

Por Claudio Brito

ACRE

Acre,
Estado permanente em mim
Em você, todos nós,
Que transitamos nele
A caminho da diversidade
De encantos, povos, cidades
Sonhos, relações, amizades.
Acre de sortes lançadas
Em florestas exploradas,
Num passado de gozo e de arestas,
Em misto de dores e festas,
Na trilha da seringueira,
Na sombra da castanheira,
No tombo da samaúma,
Na resistência à uma,
No eco surgido do empate.
Acre, estado menino ,
Esperança de nordestinos,
As acrevozes silenciadas,
De txais, sucumbidos: más sortes,
Etnias ceifadas a mortes
Em massacres, correrias,
Aos olhos de toda a gente.
Acre de árabes e turcos,
De gentes diversas, dispersas
De povos pra Deus importantes
Nativos, forasteiros, imigrantes,
Em busca de sonhos e vida
Em busca de vida e paz.
A paz não fingida, semente ainda,
Que grita pra ser regada,
Anseia pra ser cuidada.
Acre, semente ainda.
Acre de gentes, ainda.
Acre, humano ainda.
Eu creio, ainda!

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