Pular para o conteúdo principal

POESIA


 Por Elizeu Melo

DEFICIÊNCIA VISUAL:Se todos nós fôssemos cegos
Todos nós somos deficientes
Todos nós temos defeitos
Falamos que somos visuais
E estamos cheios de preconceitos.

Nada é mais deficiente
Do que o orgulho e o preconceito
Ajude quem quer e precisa
Seja um cidadão direito.

Se todos nós fôssemos cegos
Não viveríamos de aparência
O mundo seria outro
Não teríamos opulência.

Talvez não tivesse o exibido
Que só quer se amostrar
Quer fazer inveja ao outro
Que não consegue comprar.

Talvez não tivesse bandido
Talvez não existisse o ladrão
Talvez um mundo melhor
E cheio de compaixão.

Não teríamos roupas da moda
Pra pode se amostrar
Talvez nem um carro do ano
Pra poder egocentrar.

Seriamos menos invejosos
Talvez tivéssemos mais amigos
Socorreríamos o nosso próximo
Que estivesse em perigo.

Existe muito preconceito
E nós temos que falar
Conscientizar a sociedade
Ela tem que escutar.

Pois, os cegos têm sofrido.
Muita discriminação
O outro grupo também sofre
Porque tem baixa-visão.

O cego também precisa
Estudar e trabalhar
Pois também tem uma família
Que precisa sustentar.

Essa humilde homenagem
É de todo coração
O cego não enxerga com o olho
Mas, enxerga com a mão.

Elizeu Melo é Psicanalista Clínico, teólogo, escritor, membro efetivo da Sociedade Literária Acreana (SLA|) e Imortal da Academia Acreana de Letras - (AAL).

Se você gostou, deixe um comentário e volte outras vezes!

Comentários

  1. Muito bom !
    Excelente poema na área da inclusão!
    Aborda muitas verdades mas com suavidade. Transmite o que muitos não tem coragem em fazer
    Parabéns!

    ResponderExcluir
  2. Parabéns!! Linda poesia, que todos possamos entender que independente das limitações todos tem seu lugar ao sol

    ResponderExcluir
  3. Parabéns Dr.Elizeu você é um gigante na defesa dos diferentes.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

OPINIÃO - Trabalho doméstico no Brasil: ontem e hoje, o que mudou?

   Autora Elza Dias Trabalho doméstico no Brasil: ontem e hoje, que mudou? Eu era criança, mas lembro muito bem. Por Elza Dias   Era a década de 1960 e 1970. Havia muita pobreza. No Norte de Minas, onde cresci, era comum que famílias pobres, com 10, 12 filhos, entregassem uma, duas, ou até mais filhas para viverem com famílias ricas — em troca de alimentação, moradia e, quando possível, algum estudo, geralmente à noite. Essa prática era reflexo do abandono vivido pelos negros após a abolição da escravatura. Os libertos foram deixados à própria sorte, sem terra, sem emprego, sem moradia. Muitas famílias permaneceram nas fazendas porque simplesmente não tinham para onde ir. Era comum os próprios pais autorizarem as patroas a "corrigir" suas filhas. E muitas delas eram surradas. A maioria nem chegava a estudar, pois seus dias só terminavam depois que as crianças da casa dormissem e tudo estivesse limpo e arrumado para o dia seguinte, que começava às 5 da manhã. Estudar era i...

APRESENTAÇÃO DE ASSOCIADA DA SLA - Edir Marques

Escritora Edir Marques -     Neste ano de 2026 a Sociedade Literária Acreana - SLA teve a honra de receber a inscrição da nova associada, a Imortal Edir Marques. Escritora conceituada no Estado do Acre, pertencente a várias Academias de Letras e Associações Literárias no Acre e no Brasil, com participações em antologias nacionais e internacionais.     Às vésperas, do mês de Março, mês da Mulher, queremos homenagear esta brilhante personagem da literatura e dar-lhes boas-vindas neste grupo que tem como objetivo principal apoiar novos escritores aspirantes da poesia e da escrita geral e incentivar os que já estão na carreira. Professora Edir será uma grande força no fortalecimento da entidade. Lançamento antologia nacional CONHECENDO A ESCRITORA EDIR MARQUES Biografia  Edir Figueira Marques de Oliveira é poetisa, declamadora e pedagoga pela Universidade Federal do Acre e mestra pela Universidade Federal Fluminense. Comendadora da Ordem da Estrela do Acre, membro ...

POEMA - Os conselhos do "velho" Maranhão

  Por R aimunda R ezende  Poeta Raimunda Rezende OS CONSELHOS DO “VELHO” MARANHÃO Não significa que os meus filhos, sejam melhores que os dos outros. Mas procurem sempre se acompanhar, com pessoas melhores do que vocês.   Nunca saiam de casa desprevenidos, vistam-se sempre de maneira decente, que possam entrar em qualquer lugar, seja na padaria, delegacia ou no fórum.   Não importa, seja qual for a situação, falem sempre a verdade, pois a verdade essa sim, cabe em qualquer lugar. A mentira não, ela tem a perna curta.   Uma hora ou outra a verdade vai aparecer. Vivam de maneira que não sejam envergonhados. Nunca aceitem que ninguém os humilhem. Andem sempre com a cabeça erguida.   Ser pobre não é feio, não é defeito. O que empobrece é ser mau caráter, desonesto. Ninguém, nem mesmo um irmão é obrigado amar, mas o respeito, esse sim, cabe em qualquer lugar!   Ninguém é obrigado a se comprometer, mas se...