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| Poeta F. Sant's |
Poema: "O buraco na via".
Por F. Sant's
Procuro reviver todos os dias.
Mas há uma cratera aberta no meu caminho.
Afundar nesse vazio,
Fico ferido por dentro...
Mas a culpa não é minha.
Viver nesse mundo meio insano
Não é viver, É sobreviver
No começo eu dizia:
“A culpa não é minha!”
E talvez nem fosse mesmo…
Porque nascer nesse mundo meio torto
Às vezes não é viver —
É remar contra correnteza sem ver o sol.
Mas um dia percebi:
Quem escolhe o caminho,
Mesmo cansado,
Ainda sou eu!. Eu mesmo!
Todos os dias caminho pela via.
Mas há um buraco enorme na calçada!
Arrodeio, como se ele fosse parte do lugar.
Se cair novamente nele...
Jamais poderia imaginar ao fundo chegar.
Não foi, nem culpa minha será!
O tempo é senhor do espaço
A caminhar pelo mesmo caminho
É um buraco enorme!
O buraco continua lá.
Grande!.
Feio!.
Fundo!.
Ah sim...
Mas eu já não caminho distraído.
Meus olhos veem que é um abismo.
Mas que de repente um olhar...
Caminha ao lado quem me jogou no abismo.
Agora estou consciente, vejo o que não via antes...
Tomei um choque de realidade, maldades.
Hoje, há cores, obstáculos, pássaros voando.
Um céu azul da cor do mar
Agora sou resiliente, otimista, paciente...
Adaptei-me a sentir dor.
Ainda caminho pela mesma via.
Mas vejo que há outro caminhar.
Se cair no abismo novamente
Voltarei a me encontrar...
“Caminharei por outro lugar”
Sei lá!
Talvez amanhã eu escolha outra via.
Outro passo.
Outro jeito de enxergar.
Porque viver, no fim das contas,
é isso:
um dia de cada vez,
um tropeço de cada vez,
uma escolha de cada vez,
até a gente perceber
que até o abismo
não impede ninguém de caminhar.
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| Arte Poema de F. Sant's |
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| Associado à SLA |



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