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| Escritor membro da SLA |
AO SAUDOSO JOÃO FELIPE DE MELO
Isac de Melo
Desde menino, eu fui seu fã.
Lembro do instante em que te vi pela primeira vez — como quem contempla um
farol aceso no meio da noite. Havia firmeza no teu gesto, uma rigidez que não
era dureza, mas direção: o dedo apontado mostrando o rumo de tudo o que eu
viesse a fazer, como se você já soubesse dos caminhos antes mesmo que eu
aprendesse a caminhar.
Você me ensinou sem discursos.
Com palavras simples, dizia coisas que nenhum filósofo conseguiria explicar em
páginas inteiras. A segurança que você me dava vinha da tua honestidade, da tua
postura reta, da tua forma silenciosa de ser correto. E cada ensinamento seu
ficou gravado em mim — não em papel, mas na memória, onde o tempo não apaga o
que é verdadeiro.
Já se passaram trinta anos desde
que você partiu, meu velho. Trinta anos em que a saudade se tornou companheira,
mas nunca sombra. Porque você continua vivo no que eu faço, no que eu penso, no
que eu tento ser. Ainda sigo o que me mostrou, ainda escuto o eco das tuas
lições, ainda procuro o teu gesto indicando o caminho quando o mundo parece
confuso.
Hoje, no Dia dos Pais, celebro
você. Celebro o homem que moldou meu caráter, o pai que me deu rumo, o amigo
que o tempo levou, mas que a memória insiste em manter perto. Se a saudade dói,
é porque o amor foi grande. E esse amor, pai, continua aqui — inteiro, firme,
eterno.
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| Escritor Isac de Melo |
Pelo Dia dos Pais - Sociedade Literária Acreana - SLA


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