Pular para o conteúdo principal

PROJETO: APRESENTAÇÃO DE AUTORES DA SLA - Tieta Anastácio

A Associação Sociedade Literária Acreana (SLA) é mais do que um espaço de produção literária — é um território de encontro, troca e crescimento coletivo. Ingressar na Sociedade Literária Acreana é mais do que receber um título. É abrir as portas para um universo de conhecimento, convivência cultural e fortalecimento da identidade literária. A SLA representa um espaço de valorização da palavra, da arte e da produção intelectual acreana, reunindo escritores que acreditam na força transformadora da literatura.

 É com carinho que recebemos a escritora Antonieta Vieira de Freitas Anastácio para fazer parte desse time de sonhadores.

Associada à SLA

Para quem está investindo na carreira de escritor, pertencer a esta entidade pode significar crescimento, visibilidade e amadurecimento artístico. Estar ao lado de outros autores possibilita trocas de experiências, incentivo à produção literária e oportunidades de participação em projetos culturais, antologias, eventos e ações que fortalecem o nome do escritor diante da sociedade.

Tieta Anastácio

Inspirada em um espírito cooperativo, a SLA há dez anos funciona como uma verdadeira escola viva. Aqueles que já trilharam mais passos compartilham saberes, experiências e técnicas com generosidade, enquanto os que estão começando trazem frescor, novas perspectivas e inquietações criativas. Nesse movimento contínuo, todos ensinam e todos aprendem.

Mais do que escritores, somos parceiros de jornada. Acreditamos na força do coletivo, na escuta, no incentivo mútuo e na construção conjunta de obras e trajetórias. Cada associado é parte ativa de um ambiente que estimula o desenvolvimento pessoal, intelectual e artístico.

A SLA está sempre de portas abertas para novos integrantes que se identifiquem com esse propósito: crescer junto, colaborar e fazer da literatura um espaço de transformação.

Aqui, ninguém caminha sozinho.

Cada associado carrega consigo uma história, uma voz e uma forma única de enxergar o mundo. Aqui, essas singularidades não apenas são respeitadas, mas valorizadas como parte essencial de um projeto maior: o de construir, juntos, um caminho literário sólido, sensível e transformador. Para somar conosco convidamos a partir de sua posse, em 19 de setembro de 2026, contar com a escrita de Tieta Anastácio  em nossa biblioteca. Apresentamos abaixo um pouco da história de vida e imagens de nossa nova associada:


Tieta Anastácio é administradora, escritora, servidora pública e dirigente sindical acreana, com uma trajetória marcada pela educação, pela defesa dos trabalhadores, pela participação social e pela valorização das pessoas.

Nascida no interior do Amazonas, no Seringal Curupati, é filha de Luizinho e Maria Helena e cresceu em uma família de oito irmãos. Sua infância entre seringais, rios, roçados e comunidades do interior lhe ensinou desde cedo o significado do trabalho, da simplicidade, da solidariedade e da perseverança. Da menina que caminhava para estudar e conheceu de perto as dificuldades da vida amazônica nasceu uma mulher determinada a transformar oportunidades em caminhos.

Graduada em Administração, possui MBA em Direito Previdenciário e pós-graduação em Gestão Pública com enfoque em gênero, raça e etnia. Ao longo de sua vida profissional, construiu uma atuação especialmente ligada à educação pública, à gestão e à defesa dos direitos dos servidores.

Servidora pública estadual desde 1993, Tieta também consolidou importante participação nos espaços de representação social e institucional do Acre. É Diretora do Departamento de Funcionários do SINTEAC – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre, onde atua principalmente na defesa e valorização dos profissionais não docentes da educação. Integra ainda o Conselho Estadual de Educação do Acre (CEE/AC) e exerce a vice-presidência do Conselho Deliberativo do Acreprevidência, além de participar de espaços voltados à administração, às políticas para as mulheres e ao controle social.

Sua atuação é marcada pela presença nos municípios acreanos, pelo diálogo direto com trabalhadores e comunidades e pela convicção de que uma escola não é construída apenas dentro da sala aula.

A escrita surgiu como outra forma de transformar experiências em voz. É autora do romance Entre o Desejo e o Silêncio, obra que percorre os caminhos do amor, das escolhas, dos recomeços e das verdades que o tempo não conseguiu apagar. Também escreve sobre educação, gestão pública, valorização profissional e participação social, aproximando sua experiência de vida da reflexão acadêmica e social.

Sua história, entretanto, não se resume aos cargos que ocupou ou aos títulos que conquistou. Tieta carrega consigo as raízes da menina do seringal, a força da mulher amazônida, a experiência da servidora pública, a inquietação da dirigente sindical e, agora, a sensibilidade da escritora.

Ao lado do Reis, companheiro de uma vida, mãe de Ueliton e Wesley, fez da família, da fé e do trabalho pilares de sua caminhada. Entre dificuldades, conquistas e recomeços, aprendeu que vencer não significa apenas chegar mais longe, mas permanecer fiel às próprias raízes e às pessoas que fizeram parte da caminhada.

Tieta Anastácio é, sobretudo, uma mulher feita de muitas histórias — e que decidiu transformar algumas delas em luta, outras em serviço e outras em literatura.

Sabedores de que a literatura floresce quando encontra espaços de acolhimento e incentivo. A Sociedade Literária Acreana trabalha para ser esse solo fértil onde talentos possam desenvolver sua escrita com mais profundidade, reconhecimento e inspiração.

A SLA em sua sede oficial em Rio Branco, abre as portas para um trabalho literário criativo, vivo, dinâmico e recebe com carinho a  Escritora Tieta Anastácio. Seja bem-vinda! 

Se você conhece Tieta e quer incentivá-la, compartilhe essa postagem para que outras pessoas conheçam e incentive sua história. A SLA agradece.

Postado por Maze Oliver - Embaixadora Cultural da SLA 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PROJETO: APRESENTAÇÃO DE ESCRITORA DA SLA - Edir Marques

A Associação Sociedade Literária Acreana (SLA) é mais do que um espaço de produção literária — é um território de encontro, troca e crescimento coletivo. Cada associado carrega consigo uma história, uma voz e uma forma única de enxergar o mundo. Aqui, essas singularidades não apenas são respeitadas, mas valorizadas como parte essencial de um projeto maior: o de construir, juntos, um caminho literário sólido, sensível e transformador. Autora Edir Marques Inspirada em um espírito cooperativo, a SLA funciona como uma verdadeira escola viva. Aqueles que já trilharam mais passos compartilham saberes, experiências e técnicas com generosidade, enquanto os que estão começando trazem frescor, novas perspectivas e inquietações criativas. Nesse movimento contínuo, todos ensinam e todos aprendem. Mais do que escritores, somos parceiros de jornada. Acreditamos na força do coletivo, na escuta, no incentivo mútuo e na construção conjunta de obras e trajetórias. Cada associado é parte ativa de u...

PROJETO APRESENTAÇÃO DE ASSOCIADO - Flávio Santos

  A Associação Sociedade Literária Acreana (SLA) é mais do que um espaço de produção literária — é um território de encontro, troca e crescimento coletivo. Cada associado carrega consigo uma história, uma voz e uma forma única de enxergar o mundo. Aqui, essas singularidades não apenas são respeitadas, mas valorizadas como parte essencial de um projeto maior: o de construir, juntos, um caminho literário sólido, sensível e transformador. Autor Flávio Santos Inspirada em um espírito cooperativo, a SLA funciona como uma verdadeira escola viva. Aqueles que já trilharam mais passos compartilham saberes, experiências e técnicas com generosidade, enquanto os que estão começando trazem frescor, novas perspectivas e inquietações criativas. Nesse movimento contínuo, todos ensinam e todos aprendem. Mais do que escritores, somos parceiros de jornada. Acreditamos na força do coletivo, na escuta, no incentivo mútuo e na construção conjunta de obras e trajetórias. Cada associado é parte ativ...

OPINIÃO - Trabalho doméstico no Brasil: ontem e hoje, o que mudou?

   Autora Elza Dias Trabalho doméstico no Brasil: ontem e hoje, que mudou? Eu era criança, mas lembro muito bem. Por Elza Dias   Era a década de 1960 e 1970. Havia muita pobreza. No Norte de Minas, onde cresci, era comum que famílias pobres, com 10, 12 filhos, entregassem uma, duas, ou até mais filhas para viverem com famílias ricas — em troca de alimentação, moradia e, quando possível, algum estudo, geralmente à noite. Essa prática era reflexo do abandono vivido pelos negros após a abolição da escravatura. Os libertos foram deixados à própria sorte, sem terra, sem emprego, sem moradia. Muitas famílias permaneceram nas fazendas porque simplesmente não tinham para onde ir. Era comum os próprios pais autorizarem as patroas a "corrigir" suas filhas. E muitas delas eram surradas. A maioria nem chegava a estudar, pois seus dias só terminavam depois que as crianças da casa dormissem e tudo estivesse limpo e arrumado para o dia seguinte, que começava às 5 da manhã. Estudar era i...