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| Escritor Evanilson Moura |
A Associação Sociedade Literária Acreana (SLA)
é mais do que um espaço de produção literária — é um território de encontro,
troca e crescimento coletivo.
Cada associado carrega consigo uma história, uma voz e uma forma única de enxergar o mundo. Aqui, essas singularidades não apenas são respeitadas, mas valorizadas como parte essencial de um projeto maior: o de construir, juntos, um caminho literário sólido, sensível e transformador. É com carinho que recebemos em nossa associação o escritor Evanilson de Oliveira Moura.
Nascido em Cruzeiro do Sul, no estado do Acre, em outubro de 1994, o autor forjou uma trajetória multidisciplinar marcada pela resiliência e pelo compromisso irrevogável com o desenvolvimento humano. A necessidade de assumir a liderança e o provimento de sua família desde muito jovem, aliada à sua vivência como Pessoa com Deficiência (PcD), não limitou seus horizontes; pelo contrário, sedimentou uma ética de empatia, superação e responsabilidade social.
Academicamente, uniu o rigor das ciências exatas à sensibilidade das ciências humanas: é formado em Tecnologia em Redes de Computadores, com especializações em Tecnologia da Informação, Docência, Acessibilidade e Inclusão, e Direitos Humanos, demonstrando uma busca contínua pela intersecção entre inovação e dignidade humana.
No campo das artes e das letras, o autor encontra na poesia a estrutura ideal para expressar sua visão de mundo. É autor de versos de profunda carga sensorial e existencial, a exemplo de "Percorrer-te", "Entre folhas de louro e a libélula" e "Coração Frio do Inverno", obra que integra a Antologia Sementes da Poesia. Com trabalhos publicados no Jornal Cultural ROL, na Revista The Bard e em antologias universais. Todo o seu esforço literário atual visa um propósito maior: o lançamento de uma obra filantrópica destinada a arrecadar fundos para instituições de caridade até 2027. O amor pelas letras o acompanha no cotidiano, cultivando o nobre hábito de doar acervos literários para bibliotecas públicas e escolares do estado. Tem três publicações em antologias.
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| Com o fardão da FEBACLA |
O impacto de suas
contribuições multifacetadas garantiu-lhe um assento de destaque em respeitadas
agremiações intelectuais e culturais. É Patrono Perpétuo da Cadeira Internacional
no 70 da Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos (OMDDH) — na qual
também detém o título de Embaixador Imortal da Paz — e ocupa a Cadeira
no 226 da Federação Brasileira dos Acadêmicos das
Inspirada em um espírito cooperativo, a SLA
funciona como uma verdadeira escola viva. Aqueles que já trilharam mais passos
compartilham saberes, experiências e técnicas com generosidade, enquanto os que
estão começando trazem frescor, novas perspectivas e inquietações criativas.
Nesse movimento contínuo, todos ensinam e todos aprendem.
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| Arte Poema SLA |
Mais do que escritores, somos parceiros de
jornada. Acreditamos na força do coletivo, na escuta, no incentivo mútuo e na
construção conjunta de obras e trajetórias. Cada associado é parte ativa de um
ambiente que estimula o desenvolvimento pessoal, intelectual e artístico.
A SLA está sempre de portas abertas para novos
integrantes que se identifiquem com esse propósito: crescer junto, colaborar e
fazer da literatura um espaço de transformação. Acreditando que Evanilson Moura vem somar esforços na Sociedade Literária Acreana para contribuir com nossa missão de animar e expandir a literatura acreana, o recebemos com muito entusiasmo. Seja bem-vindo Evanilson.
UM POUCO DA ARTE DE EVANILSON:
1 Céu Azul de Verão
As areias de Tulum são
ofuscadas pela sua alvura
Toque macio, quente, queima e
doma por inteiro,
De perfume suave e intenso.
Atordoado. Entorpecido.
O sangue ferve, meu alicerce
desaba.
Dunas dançam com sua ondulação
vertiginosa
A escultura de apolo fende-se
em grãos de ira diante de você
Queima e marca minha carne com
chamas em suas mãos
Faço morada em você. Sou seu
fiel devoto.
Cabelos dourados brutos como
ouro fundido no cadinho,
A luz explode meu peito. Me
desfaço e refaço, manso.
De ouro vivo envolto nas mãos
puxando contra meu corpo
Os dedos grosseiros e vorazes
andarilham pela textura
Pescoço em oferenda: deleite e
reivindicação
O perfume convoca imanando meu
rosto a essa oblação,
Tântalo sucumbiria, sede é nada
ante essa oferta
Transbordo de luxúria para
devorar esse néctar. Controlo, ainda.
A pele de veludo pulsando forte
em meus lábios,
A fragrância me deixa
atordoado, entrego-me sob seu domínio.
lábios fatais como lichia
rosada, sedosa e escorregadia
Ela fica salobra frente ao maná
de sua volumosa perdição.
Úmido, macio, de sabor que
explode, queima e torna o corpo febril
Fui rendido. Não quero
controlar, Controla-me
O azul do mar da sua íris me
atrai perigosamente,
Iris turquesa como o azul que
hipnotiza na arrebentação
Ciano que me puxa em sua
profundeza com força e intensidade,
Que me traga como num naufrágio
sem volta
Azuis gentis e calmos, espelhos
de mar de estrelas
Azuis que castigam com o
frenesi do vagalhão como na passagem de Drake,
Azuis carregados de desejo,
fúria e paixão,
Sou náufrago em seu controle.
Aceito o peso desse ardor
Devoto-me de corpo e alma ao
sol de minha felicidade,
Consagro o coração e espírito
de bom grado em suas mãos.
Continuo em delírio com seus
viciantes beijos,
Abraça-me e sufoca-me com seu
mavioso perfume,
Arrebata-me ao paraíso com seu
toque incendiário,
Você é minha abóbada celeste
nesta terra decaída.





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