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POESIA

     T haisa Lima  Presságio do céu I Apontei no céu estrelas Quando você estava aqui. Vi estrelas nos seus olhos Disso nunca me esqueci.   Apaguei no céu estrelas E sozinha me senti Vi seus olhos nas estrelas Quando precisou partir.   Há noites que te vejo Nas estrelas a sorrir Trocaria todas elas Pra poder me despedir.   Thaisa Lima é poetisa, cantora e professora de Arte com formação em Artes Cênicas e Cinema pela Universidade Federal do Acre - UFAC e Usina de Arte João Donato.Membro efetiva da SLA. Presságio do céu I  é poema do seu livro de poesias O ESPELHO que será lançado em breve pela Sociedade Literária Acreana - SLA.    Se você gostou deixe seu comentário e volte outras vezes ao nosso site para ver as novidades!

POESIA

  P or U eliton Freire A PERCA DE UMA MÃE    Perder uma mãe é sofrimento  É uma dor sem explicação  É ferida que dói por dentro Nos causando decepção.   Perder uma mãe é perder o chão  Procurar repostas em meio à dor E não achar a direção  Porque nossa companhia é o clamor.   Perder uma mãe é perder um anjo aqui na terra É ver um amor que se encerra  Uma aliança que se desfaz Um aperto no coração, que se contrai.   Perder uma mãe é buscar forças onde não há É enxergar um céu sem estrelas É imaginar tudo e não poder fazer nada Porque a vida perdeu a beleza   Poesia em Homenagem à minha mãe, Maria Farias Freire, falecida no dia 17 de setembro de 2020. Uéliton Freire, professor de matemática e pós-graduado em Gestão Escolar, natural de Tarauacá-Acre, naturalizado em Jordão-Acre. Poeta, professor e membro efetivo da Sociedade Literária Acreana (SLA). Se você gostou, deixe seu...

CONTO - DISTOPIA

 P or M azezinha Cruz                                                                NEM TUDO SÃO FLORES                                               As flores se espalhavam pelos jardins...floriam os campos, os quintais, roças e presenteavam os namorados...   Tudo ia bem. Embelezavam as cidades com suas roupagens coloridas, tinham famílias! Sim, famílias: violetas, jasmins, margaridas e também parentes próximos: outono, verão, primavera e um muito longe inverno. Sempre se encontravam em festas, formaturas, casamentos, e, muitas vezes, em velórios. O Ano de 2020 começou igual. Tu...

POESIA

P or U eliton Freire JÁ NÃO POSSO MAIS SOFRER  Quando o amor fala mais forte Já não sei o que fazer  Tudo nessa vida Me faz lembrar você  Já perdi o norte Só procuro encontrar  Motivos para não te amar   Minha esperança se perdeu  Na imensidão da paixão  Hoje já não sou mais eu Vivo no mundo da ilusão  Procurando sarar feridas do coração   Se sofrer é um castigo  Vivo na linha do perigo Porque sofro muito por ti  Pra poder escrever  Na linha do tempo  Os meus sentimentos.    Quero a todo momento  Viver loucamente  Perigosamente  Esse sentimento  Esse amor violento  Que faz sangrar por dentro  Mão dupla, Entre dor e contentamento   Uéliton Freire, professor de matemática e pós-graduado em Gestão Escolar, natural de Tarauacá-Acre, naturalizado em Jordão-Acre. Poeta, professor e membro efetivo da Sociedade Liter...

POESIA

  L ídia Xavier M OTIVO A velocidade da tecnologia Me faz temer pelo sensível Nos tornando mais máquinas Me angustia a ideia Da mesmice ao lado da evolução Sinto o estagno em mim Onde a única coisa que trabalha É minha nostalgia De uma alegria intensa Sentida em cada átomo Mas hoje aparecida  Como uma esvaída lembrança.   A ilusão de que o amadurecimento Traz consigo a tristeza Não me consola Me traz enjoo o conformismo Uma insana busca pelo motivo Mora em mim, onde me distraio E de qualquer forma, me conforto Pois se há uma busca, há esperança Enquanto estiver inconformada Estarei em caminho ao motivo De encontro com uma realidade mais suportável Estarei viva. Lídia Xavier é estudante e poetisa. Amante da literatura e das artes em geral; com intensidade da  vídeo-arte.  É membro da sociedade Literária Acreana (SLA). Se gostou, deixe seu comentário e volte outras vezes!

CRÔNICA

 P or   F átima cordeiro CAFÉ DA MANHÃ                Ela sentia-se solitária. Marido, filhos, netos. Todos, matinalmente, saiam para trabalhar. O silencio imperava na casa.     Não praticava esportes, não caminhava, não recebia visitas, não era vista pela vizinhança. Não conhecia os vizinhos que chegavam nem os que iam embora.                 Certa vez, acordou decidida! Iria vender café da manhã na calçada de casa! Queria companhia para tomar café. Foi um choque familiar.                  -Estais louca, vovó? Vão dizer que estamos passando fome!                 - Querida, você não precisa trabalhar desse jeito!           Estava decidida. E, para qualquer ideia contrária, havia preparado uma resposta à altura. Pesquisou muito sobre os quitutes pref...

POESIA

Fátima Cordeiro/2020   LUTANDO PELA MESMA VIDA Mais do que lavar as mãos É preciso lavar o coração Mais do que usar máscaras É preciso mostrar as faces Dos que sofrem com falta do pão Mais do que não aglomerar É alavancar o espirito da paz Na multidão A natureza vai além Do Ego inflado dos egoístas Dos sadomasoquistas Dos ambiciosos capitalistas Que desdenham os ecologistas. Á todos, o mesmo nível Da ignorância Da indiferença Da sobrevivência Lutando pela mesma vida Rastejando pela mesma comida Sufocados pela mesma sede Morrendo como animais Sem tempo nem lenço Para velar os seus mortos Que partiram nessa agonia De não vê-lo s nunca mais.   Fátima Cordeiro tem formação em Pedagogia pela Universidade Federal do Acre (UFAC) e em Teologia pela Diocese de Rio Branco. Membro fundadora da Sociedade Literária Acreana (SLA) e Imortal da Academia Acreana de Letras (AAL). Se você gostou, deixe seu comentário e volte outras vezes!