POEMA - A senha


A SENHA por Isac de Melo

 

Poeta Isac de Melo

Um fogão de barro à lenha

Um pote d’agua no chão

Da panela do feijão

Num cheiro bom vinha a senha

Uma senhora ferrenha

Com status de rainha

Lustrava aquela cozinha

Com exemplar maestria

E o assoalho luzia

De tanta cera que tinha

Uma toalha branquinha

Fazia o chão de bandeja

Já que não havia mesa

Singularidade tinha

Uma lata de sardinha

Às vezes era a mistura

Que agregada à candura

Das mãos que a repartiam

Todos os filhos comiam

Que refeição...que doçura!


 O poeta Sebastião Isac de Melo é compositor, cantor e cordelista. Membro da Academia Acreana de Letras (AAL) e Sociedade Literária Acreana -SLA. 

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